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Nov082008

lípidios








LIPÍDEOS




Os lipídeos, mais conhecidos como gorduras, são um grupo de heterogêneos de compostos que incluem os óleos e gorduras normais, ceras e componentes correlatos encontrados em alimentos e corpo humano. Eles têm as propriedades de serem: 1. insolúveis em água; 2. solúveis em solventes orgânicos (éter, clorofórmio) e 3. capacidade de ser usado por organismos vivos.



A maioria das gorduras naturais consiste se aproximadamente de 95% de triglicerídeos ou triacilgliceróis. Os outros 5% são traços de monoglicerídeos e diglicerídeos, ácidos graxos livres, fosfolipídeos e esteróis.



Funções do tecido adiposo (gordura):



Por fornecer energia para o corpo, esse tecido poupa proteínas para a síntese de tecidos ao invés destas serem utilizadas como fonte de energia. Auxiliam a manter órgãos e nervos em posição e protegê-los contra choques e lesões traumáticas. A camada subcutânea de gordura isola o organismo, preservando o calor e mantendo a temperatura do organismo. As gorduras auxiliam no transporte e absorção de vitaminas lipossolúveis. Deprimem as secreções gástricas e tornam mais lento o esvaziamento gástrico. Além disso, as gorduras adicionam o paladar da dieta e produzem uma sensação de saciedade após a refeição.             



Conhecendo um pouco mais:



Triacilglicerídeos - contém uma molécula de glicerol (um álcool triidrico) e um a três ácidos graxos ligados a essa molécula. Devido à sua lata densidade energética e baixa solubilidade, os triacilgliceróis do tecido adiposo são a maior forma de armazenamento de energia do organismo.



Ácidos graxos - Quimicamente, ácidos graxos são cadeias retas de hidrocarbono terminado em um grupo carboxila em uma terminação e um grupo metil na outra. São classificados como:



    - Ácidos graxos saturados (SFA): estão concentrados em alimentos animais como a carne bovina, frango, porco, laticínios) e alimentos vegetais (palmeira e sua semente e óleo de coco).



    - Ácidos graxos monoinsaturados (MUFA): Ácidos oléicos. Azeite, óleo de canola, óleo de amendoim, amendoins, nozes, peçã, amêndoas e abacate.      



    - Ácidos graxos poliinsaturados (PUFA): predominante na dieta é o ácido linoléico. Sementes vegetais e os óleos que eles produzem. Os óleos de coco, palmeira e manteiga de cacau são pobres nesse ácido. Existem duas principais famílias desse grupo de ácidos graxos: ômega 3 e ômega 6. Estes têm funções ainda não muito bem conhecidas no tratamento de muitas doenças do organismo, como por exemplo: esclerose múltipla, artrite reumatóide e dermatite atípica, assim como na prevenção de aterosclerose.



    - Ácidos graxos essenciais: Ômegas 3 e 6 são conseguidos apenas através da dieta e não são produzidos pelo organismo e por isso são essenciais. Fontes de w-3: margarinas, óleos de canola e soja, óleo de peixes e mariscos, peixes.



    - Ácidos graxos trans ou cis: É uma forma diferente na posição dos hidrogênios nas cadeias dos MUFA´s. Estão presentes nas margarinas que são preparadas na forma de hidrogenação (transformação de óleos líquidos em semi-sólidos e mais estáveis, como as margarinas, frituras comercializadas, produtos de panificação, ricos em gorduras e lanches salgados.



- Colesterol - Componente essencial das membranas estruturais de todas as células dos mamíferos, é o principal componente do cérebro e das células nervosas. É encontrado nas glândulas supra-renais, aonde os hormônios adrenocorticais são sintetizados e no fígado onde é sintetizado e armazenado. O colesterol é participa na formação do ácido biliar, hormônios adrenocorticais (aldosterona) e hormônios sexuais (estrogênios, testosterona e progesterona). É encontrado em apenas alimentos de origem animal.



Nov082008

quando á origem
A alimentação é uma característica típica dos seres vivos. É também uma forma de troca de energia entre os mesmos, através de uma teia alimentar. Os principais produtores de energia são os chamados produtores, em maioria plantas e vegetais, mas qualquer ser clorofilado tem essa capacidade de extrair energia da luz para armazenar em açúcar. Logo, as variações desse açúcar constituem a principal fonte de alimentação. Para seres humanos, isso termina se dividindo entre ingerir animais e vegetais.


Contudo, existem também a água, principal componente de vida, e os sais minerais, encontrados principalmente na água mineral (forma potável da água pura) que auxiliam o processo de alimentação. Funcionam e agem de diferentes formas, por exemplo como catalisadores, solventes ou como uma "cola biológica". Podem ser considerados, basicamente, "conectores da energia" que constituem cada ser vivo, dando forma inclusive às membranas celulares, que são constituídas em maioria por açúcares. Os sais, encontrados em pouca quantidade na maior parte dos seres vivos, atuam principalmente para manter um equilíbrio osmótico para com o meio ambiente, desde celular até corpóreo.



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Nov082008

classificação dos alimentos









Classificação dos alimentos













Os alimentos exercem um papel fundamental no dia-a-dia das pessoas e na garantia de condições ideais de saúde e qualidade de vida. O ideal é sempre tirar o melhor proveito deles, ou seja, comer bem, de maneira nutritiva e balanceada, mas sem excessos, escolhendo e preparando as refeições com baixo teor de gordura. O conhecimento da relação entre dieta adequada e saúde beneficia a orientação nutricional. No caso mais específico da obesidade e no combate ao seu grande vilão, a gordura, é preciso estar bastante atento quanto à composição dos alimentos e a quantidade diária a ser ingerida, equilibrando em sua dieta os macronutrientes e os micronutrientes. Para tanto, é preciso conhecer suas necessidades nutricionais para assim estabelecer a melhor dieta, seguindo seus hábitos, preferências e as atividades de rotina. Uma alimentação balanceada é o primeiro passo para uma vida saudável.





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Nov082008

proteínas

Conceito: são compostos orgânicos de alto peso molecular, são formadas pelo encadeamento de aminoácidos. Representam cerca do 50 a 80% do peso seco da célula sendo, portanto, o composto orgânico mais abundante de matéria viva. 

     Observações: 
- Pode-se dizer que as proteínas são polímeros de aminoácidos o que em suas moléculas existem ligações peptídicas em número igual no número de aminoácidos presentes menos um.  

- Pode-se dizer, também, que os aminoácidos são monômeros dos peptídeos e das proteínas.  

- Polímeros são macromoléculas formadas pela união de várias moléculas menores denominadas monômeros.  

     Nota - Uma molécula protéica contém desde algumas dezenas até mais de 1.000 aminoácidos. 0 peso molecular vai de 10.000 a 2.800.000. A molécula de hemoglobina, por exemplo, é formada por 574 aminoácidos e tem peso molecular de 68.000. Justifica-se, assim, o fato de as moléculas protéicas estarem incluídas entre as macromoléculas.  

     Classificação: pode-se classificar as proteínas em três grupos:.  

- Proteínas simples - São também denominadas de homoproteínas e são constituídas, exclusivamente por aminoácidos. Em outras palavras, fornecem exclusivamente uma mistura de aminoácidos por hidrólise. Pode-se mencionar como exemplo: 

     As Albuminas  
- São as de menor peso molecular  
- São encontradas nos animais e vegetais.  
- São solúveis na água.  
Exemplos: albumina do plasma sangüíneo e da clara do ovo.  

     As Globulinas  
- Possuem um peso molecular um pouco mais elevado.  
- São encontradas nos animais e vegetais  
- São solúveis em água salgada.  
Exemplos: anticorpos e fibrinogênio.  

     As Escleroproteínas ou proteínas fibrosas 
- Possuem peso molecular muito elevado. 
- São exclusivas dos animais.  
- São insolúveis na maioria dos solventes orgânicos. 
Exemplos: colágeno, elastina e queratina.  

     Proteínas Conjugadas 
- São também denominadas heteroproteínas. As proteínas conjugadas são constituídas por aminoácidos mais outro componente não-protéico, chamado grupo prostético. Dependendo do grupo prostético, tem-se:   

.

 Proteínas conjugadas  Grupo prostético  Exemplo
 Cromoproteínas  pigmento  hemoglobina, hemocianina e citocromos
 Fosfoproteínas  ácido fosfórico  caseína (leite)
 Glicoproteínas  carboidrato  mucina (muco)
 Lipoproteínas  lipídio  encontradas na membrana celular e no vitelo dos ovos
Nucleoproteínas  ácido nucléico  ribonucleoproteínas e desoxirribonucleoproteínas
Proteínas Derivadas 
As proteínas derivadas formam-se a partir de outras por desnaturação ou hidrólise. Pode-se citar como exemplos desse tipo de proteínas as proteoses e as peptonas, formadas durante a digestão.  

     Observação: na ordem crescente de grandeza molecular tem-se: 



Ca
racterísticas:  

     Natureza macromolecular  
- Possuem um tamanho compreendido entre 0,001 a 0,2 mm (mm = micrômetro) de diâmetro formando, na água, uma solução coloidal.  

     Natureza anfótera  
Constituem, pois, o melhor Sistema Tampão do organismo.  

     Estrutura: os níveis de organização Molecular de uma proteína são:  
Primário - representado peIa seqüência de aminoácidos unidos através das ligações peptídicas.  

Secundário - representado por dobras na cadeia (a - hélice), que são estabilizadas por pontes de hidrogênio.  

Terciário - ocorre quando a proteína sofre um maior grau de enrolamento e surgem, então, as pontes de dissulfeto para estabilizar este enrolamento.  

Quaternário - ocorre quando quatro cadeias polipeptídicas se associam através de pontes de hidrogênio, como ocorre na formação da molécula da hemoglobina (tetrâmero).  
     Veja as figuras a seguir, que mostram a representação esquemática dos três níveis de organização molecular de uma proteína: 


Representação esquemática dos níveis de organização molecular de uma proteína



Nota - A forma das proteínas é um fator muito importante em sua atividade, pois se ela é alterada, a proteína torna-se inativa. Esse processo de alteração da forma da proteína é denominado desnaturação, podendo ser provocado por altas temperaturas, alterações de pH e outros fatores. 


A desnaturação é um processo, geralmente irreversível, que consiste na quebra das estruturas secundária e terciária de uma proteína.  

     Nota - uma proteína difere de outra: 
     1) Pelo número de aminoácidos: uma proteína A é formada por 610 aminoácidos de determinados tipos e ordenados numa certa seqüência. Uma proteína B é formada pelos mesmos tipos de aminoácidos, na mesma seqüência, mas em número de 611. A proteína B será diferente da A apenas por conter uma unidade a mais.  

     2) Pelo tipo de aminoácidos: uma proteína C apresenta, num certo trecho de sua molécula, aminoácidos corno valina, glicina, leucina, triptofano, treonina, alanina e arginina. Uma proteína D, formada pelo mesmo número de aminoácidos e na mesma seqüência que a proteína C, apresenta nesse trecho os aminoácidos valina, glicina, isoleucina, triptofano, treonina, alanina e arginina. Apenas pelo fato de na proteína C haver leucina no trecho de molécula considerado, as proteínas C o D são diferentes. 

     3) Pela seqüência dos aminoácidos: uma proteína E é formada, em determinado trecho de sua molécula, pelos aminoácidos cisteína, serina, metionina, leucina, histidina e lisina. Uma proteína F é formada pelos mesmos aminciácidos, mas, no tracho em exame, há uma inversão na posição de dois deles; cisteína, metionina, serina, leucina, hístidina e lisina. Por causa disso, as proteínas E e F são diferentes. 

     4) Pelo formato da molécula: as moléculas protéicas assumem determinados formatos é, quando os formatos de duas moléculas são diferentes, elas também o são.  
     Conclui-se, então, que podendo repetir-se à vontade os 20 tipos de aminoácidos e, ainda, combinando-se de várias formas a partir das diferenças que acabamos de examinar, uma célula pode produzir muitas proteínas diferentes. Imagina-se, então, quantas proteínas podem ser produzidas por todos os seres vivos.



FUNÇÕES

.
Funções: as proteínas podem ser agrupadas em várias categorias de acordo com a sua função. De uma maneira geral, as proteínas desempenham nos seres vivos as seguintes funções: estrutural, enzimática, hormonal, de defesa, nutritivo, coagulação sangüínea e transporte.  

     Função estrutural - participam da estrutura dos tecidos.  
Exemplos:  
- Colágeno: proteína de alta resistência, encontrada na pele, nas cartilagens, nos ossos e tendões.  

- Actina o Miosina: proteínas contráteis, abundantes nos músculos, onde participam do mecanismo da contração muscular,  

- Queratina: proteína impermeabilizante encontrada na pele, no cabelo e nas unhas, Evita a dessecação, a que contribui para a adaptação do animal à vida terrestre.  

- Albumina: proteína mais abundante do sangue, relacionada com a regulação osmótica e com a viscosidade do plasma (porção líquida do sangue),  

     Função enzimática - toda enzima é uma proteína. As enzimas são fundamentais como moléculas reguladoras das reações biológicas. Dentre as proteínas com função enzimática podemos citar, como exemplo, as lipases - enzimas que transformam os lipídios em sua unidades constituintes, como os ácidos graxos e glicerol.  

     Função hormonal - muitos hormônios de nosso organismo são de natureza protéica. Resumidamente, podemos caracterizar os hormônios como substãncias elaboradas pelas glândulas endócrinas e que, uma vez lançadas no sangue, vão estimular ou inibir a atividade de certos órgãos. É o caso do insulina, hormônio produzido no pâncreas e que se relaciona com e manutenção da glicemia (taxa de glicose no sangue).  

     Função de defesa - existem células no organismo capazes de "reconhecer" proteínas "estranhas" que são chamadas de antígenos. Na presença dos antígenos o organismo produz proteínas de defesa, denominados anticorpos. 0 anticorpo combina-se, quimicamente, com o antígeno, do maneira a neutralizar seu efeito. A reação antígeno-anticorpo é altamente específica, o que significa que um determinado anticorpo neutraliza apenas o antígeno responsável pela sua formação.  
     Os anticorpos são produzidos por certas células de corpo (como os linfócitos, um dos tipos de glóbulo branco do sangue). São proteínas denominadas gamaglobulinas.  

     Função nutritiva - as proteínas servem como fontes de aminoácidos, incluindo os essenciais requeridos pelo homem e outros animais. Esses aminoácidos podem, ainda, ser oxidados como fonte de energia no mecanismo respiratório. Nos ovos de muitos animais (como os das aves) o vitelo, material que se presta

Conceito: são compostos orgânicos de alto peso molecular, são formadas pelo encadeamento de aminoácidos. Representam cerca do 50 a 80% do peso seco da célula sendo, portanto, o composto orgânico mais abundante de matéria viva. 

     Observações: 
- Pode-se dizer que as proteínas são polímeros de aminoácidos o que em suas moléculas existem ligações peptídicas em número igual no número de aminoácidos presentes menos um.  

- Pode-se dizer, também, que os aminoácidos são monômeros dos peptídeos e das proteínas.  

- Polímeros são macromoléculas formadas pela união de várias moléculas menores denominadas monômeros.  

     Nota - Uma molécula protéica contém desde algumas dezenas até mais de 1.000 aminoácidos. 0 peso molecular vai de 10.000 a 2.800.000. A molécula de hemoglobina, por exemplo, é formada por 574 aminoácidos e tem peso molecular de 68.000. Justifica-se, assim, o fato de as moléculas protéicas estarem incluídas entre as macromoléculas.  

     Classificação: pode-se classificar as proteínas em três grupos:.  

- Proteínas simples - São também denominadas de homoproteínas e são constituídas, exclusivamente por aminoácidos. Em outras palavras, fornecem exclusivamente uma mistura de aminoácidos por hidrólise. Pode-se mencionar como exemplo: 

     As Albuminas  
- São as de menor peso molecular  
- São encontradas nos animais e vegetais.  
- São solúveis na água.  
Exemplos: albumina do plasma sangüíneo e da clara do ovo.  

     As Globulinas  
- Possuem um peso molecular um pouco mais elevado.  
- São encontradas nos animais e vegetais  
- São solúveis em água salgada.  
Exemplos: anticorpos e fibrinogênio.  

     As Escleroproteínas ou proteínas fibrosas 
- Possuem peso molecular muito elevado. 
- São exclusivas dos animais.  
- São insolúveis na maioria dos solventes orgânicos. 
Exemplos: colágeno, elastina e queratina.  

     Proteínas Conjugadas 
- São também denominadas heteroproteínas. As proteínas conjugadas são constituídas por aminoácidos mais outro componente não-protéico, chamado grupo prostético. Dependendo do grupo prostético, tem-se:   

.

 Proteínas conjugadas  Grupo prostético  Exemplo
 Cromoproteínas  pigmento  hemoglobina, hemocianina e citocromos
 Fosfoproteínas  ácido fosfórico  caseína (leite)
 Glicoproteínas  carboidrato  mucina (muco)
 Lipoproteínas  lipídio  encontradas na membrana celular e no vitelo dos ovos
Nucleoproteínas  ácido nucléico  ribonucleoproteínas e desoxirribonucleoproteínas
Proteínas Derivadas 
As proteínas derivadas formam-se a partir de outras por desnaturação ou hidrólise. Pode-se citar como exemplos desse tipo de proteínas as proteoses e as peptonas, formadas durante a digestão.  

     Observação: na ordem crescente de grandeza molecular tem-se: 



Ca
racterísticas:  

     Natureza macromolecular  
- Possuem um tamanho compreendido entre 0,001 a 0,2 mm (mm = micrômetro) de diâmetro formando, na água, uma solução coloidal.  

     Natureza anfótera  
Constituem, pois, o melhor Sistema Tampão do organismo.  

     Estrutura: os níveis de organização Molecular de uma proteína são:  
Primário - representado peIa seqüência de aminoácidos unidos através das ligações peptídicas.  

Secundário - representado por dobras na cadeia (a - hélice), que são estabilizadas por pontes de hidrogênio.  

Terciário - ocorre quando a proteína sofre um maior grau de enrolamento e surgem, então, as pontes de dissulfeto para estabilizar este enrolamento.  

Quaternário - ocorre quando quatro cadeias polipeptídicas se associam através de pontes de hidrogênio, como ocorre na formação da molécula da hemoglobina (tetrâmero).  
     Veja as figuras a seguir, que mostram a representação esquemática dos três níveis de organização molecular de uma proteína: 


Representação esquemática dos níveis de organização molecular de uma proteína



Nota - A forma das proteínas é um fator muito importante em sua atividade, pois se ela é alterada, a proteína torna-se inativa. Esse processo de alteração da forma da proteína é denominado desnaturação, podendo ser provocado por altas temperaturas, alterações de pH e outros fatores. 


A desnaturação é um processo, geralmente irreversível, que consiste na quebra das estruturas secundária e terciária de uma proteína.  

     Nota - uma proteína difere de outra: 
     1) Pelo número de aminoácidos: uma proteína A é formada por 610 aminoácidos de determinados tipos e ordenados numa certa seqüência. Uma proteína B é formada pelos mesmos tipos de aminoácidos, na mesma seqüência, mas em número de 611. A proteína B será diferente da A apenas por conter uma unidade a mais.  

     2) Pelo tipo de aminoácidos: uma proteína C apresenta, num certo trecho de sua molécula, aminoácidos corno valina, glicina, leucina, triptofano, treonina, alanina e arginina. Uma proteína D, formada pelo mesmo número de aminoácidos e na mesma seqüência que a proteína C, apresenta nesse trecho os aminoácidos valina, glicina, isoleucina, triptofano, treonina, alanina e arginina. Apenas pelo fato de na proteína C haver leucina no trecho de molécula considerado, as proteínas C o D são diferentes. 

     3) Pela seqüência dos aminoácidos: uma proteína E é formada, em determinado trecho de sua molécula, pelos aminoácidos cisteína, serina, metionina, leucina, histidina e lisina. Uma proteína F é formada pelos mesmos aminciácidos, mas, no tracho em exame, há uma inversão na posição de dois deles; cisteína, metionina, serina, leucina, hístidina e lisina. Por causa disso, as proteínas E e F são diferentes. 

     4) Pelo formato da molécula: as moléculas protéicas assumem determinados formatos é, quando os formatos de duas moléculas são diferentes, elas também o são.  
     Conclui-se, então, que podendo repetir-se à vontade os 20 tipos de aminoácidos e, ainda, combinando-se de várias formas a partir das diferenças que acabamos de examinar, uma célula pode produzir muitas proteínas diferentes. Imagina-se, então, quantas proteínas podem ser produzidas por todos os seres vivos.



FUNÇÕES

.
Funções: as proteínas podem ser agrupadas em várias categorias de acordo com a sua função. De uma maneira geral, as proteínas desempenham nos seres vivos as seguintes funções: estrutural, enzimática, hormonal, de defesa, nutritivo, coagulação sangüínea e transporte.  

     Função estrutural - participam da estrutura dos tecidos.  
Exemplos:  
- Colágeno: proteína de alta resistência, encontrada na pele, nas cartilagens, nos ossos e tendões.  

- Actina o Miosina: proteínas contráteis, abundantes nos músculos, onde participam do mecanismo da contração muscular,  

- Queratina: proteína impermeabilizante encontrada na pele, no cabelo e nas unhas, Evita a dessecação, a que contribui para a adaptação do animal à vida terrestre.  

- Albumina: proteína mais abundante do sangue, relacionada com a regulação osmótica e com a viscosidade do plasma (porção líquida do sangue),  

     Função enzimática - toda enzima é uma proteína. As enzimas são fundamentais como moléculas reguladoras das reações biológicas. Dentre as proteínas com função enzimática podemos citar, como exemplo, as lipases - enzimas que transformam os lipídios em sua unidades constituintes, como os ácidos graxos e glicerol.  

     Função hormonal - muitos hormônios de nosso organismo são de natureza protéica. Resumidamente, podemos caracterizar os hormônios como substãncias elaboradas pelas glândulas endócrinas e que, uma vez lançadas no sangue, vão estimular ou inibir a atividade de certos órgãos. É o caso do insulina, hormônio produzido no pâncreas e que se relaciona com e manutenção da glicemia (taxa de glicose no sangue).  

     Função de defesa - existem células no organismo capazes de "reconhecer" proteínas "estranhas" que são chamadas de antígenos. Na presença dos antígenos o organismo produz proteínas de defesa, denominados anticorpos. 0 anticorpo combina-se, quimicamente, com o antígeno, do maneira a neutralizar seu efeito. A reação antígeno-anticorpo é altamente específica, o que significa que um determinado anticorpo neutraliza apenas o antígeno responsável pela sua formação.  
     Os anticorpos são produzidos por certas células de corpo (como os linfócitos, um dos tipos de glóbulo branco do sangue). São proteínas denominadas gamaglobulinas.  

     Função nutritiva - as proteínas servem como fontes de aminoácidos, incluindo os essenciais requeridos pelo homem e outros animais. Esses aminoácidos podem, ainda, ser oxidados como fonte de energia no mecanismo respiratório. Nos ovos de muitos animais

Conceito: são compostos orgânicos de alto peso molecular, são formadas pelo encadeamento de aminoácidos. Representam cerca do 50 a 80% do peso seco da célula sendo, portanto, o composto orgânico mais abundante de matéria viva. 

     Observações: 
- Pode-se dizer que as proteínas são polímeros de aminoácidos o que em suas moléculas existem ligações peptídicas em número igual no número de aminoácidos presentes menos um.  

- Pode-se dizer, também, que os aminoácidos são monômeros dos peptídeos e das proteínas.  

- Polímeros são macromoléculas formadas pela união de várias moléculas menores denominadas monômeros.  

     Nota - Uma molécula protéica contém desde algumas dezenas até mais de 1.000 aminoácidos. 0 peso molecular vai de 10.000 a 2.800.000. A molécula de hemoglobina, por exemplo, é formada por 574 aminoácidos e tem peso molecular de 68.000. Justifica-se, assim, o fato de as moléculas protéicas estarem incluídas entre as macromoléculas.  

     Classificação: pode-se classificar as proteínas em três grupos:.  

- Proteínas simples - São também denominadas de homoproteínas e são constituídas, exclusivamente por aminoácidos. Em outras palavras, fornecem exclusivamente uma mistura de aminoácidos por hidrólise. Pode-se mencionar como exemplo: 

     As Albuminas  
- São as de menor peso molecular  
- São encontradas nos animais e vegetais.  
- São solúveis na água.  
Exemplos: albumina do plasma sangüíneo e da clara do ovo.  

     As Globulinas  
- Possuem um peso molecular um pouco mais elevado.  
- São encontradas nos animais e vegetais  
- São solúveis em água salgada.  
Exemplos: anticorpos e fibrinogênio.  

     As Escleroproteínas ou proteínas fibrosas 
- Possuem peso molecular muito elevado. 
- São exclusivas dos animais.  
- São insolúveis na maioria dos solventes orgânicos. 
Exemplos: colágeno, elastina e queratina.  

     Proteínas Conjugadas 
- São também denominadas heteroproteínas. As proteínas conjugadas são constituídas por aminoácidos mais outro componente não-protéico, chamado grupo prostético. Dependendo do grupo prostético, tem-se:   

.

 Proteínas conjugadas  Grupo prostético  Exemplo
 Cromoproteínas  pigmento  hemoglobina, hemocianina e citocromos
 Fosfoproteínas  ácido fosfórico  caseína (leite)
 Glicoproteínas  carboidrato  mucina (muco)
 Lipoproteínas  lipídio  encontradas na membrana celular e no vitelo dos ovos
Nucleoproteínas  ácido nucléico  ribonucleoproteínas e desoxirribonucleoproteínas
Proteínas Derivadas 
As proteínas derivadas formam-se a partir de outras por desnaturação ou hidrólise. Pode-se citar como exemplos desse tipo de proteínas as proteoses e as peptonas, formadas durante a digestão.  

     Observação: na ordem crescente de grandeza molecular tem-se: 



Ca
racterísticas:  

     Natureza macromolecular  
- Possuem um tamanho compreendido entre 0,001 a 0,2 mm (mm = micrômetro) de diâmetro formando, na água, uma solução coloidal.  

     Natureza anfótera  
Constituem, pois, o melhor Sistema Tampão do organismo.  

     Estrutura: os níveis de organização Molecular de uma proteína são:  
Primário - representado peIa seqüência de aminoácidos unidos através das ligações peptídicas.  

Secundário - representado por dobras na cadeia (a - hélice), que são estabilizadas por pontes de hidrogênio.  

Terciário - ocorre quando a proteína sofre um maior grau de enrolamento e surgem, então, as pontes de dissulfeto para estabilizar este enrolamento.  

Quaternário - ocorre quando quatro cadeias polipeptídicas se associam através de pontes de hidrogênio, como ocorre na formação da molécula da hemoglobina (tetrâmero).  
     Veja as figuras a seguir, que mostram a representação esquemática dos três níveis de organização molecular de uma proteína: 


Representação esquemática dos níveis de organização molecular de uma proteína



Nota - A forma das proteínas é um fator muito importante em sua atividade, pois se ela é alterada, a proteína torna-se inativa. Esse processo de alteração da forma da proteína é denominado desnaturação, podendo ser provocado por altas temperaturas, alterações de pH e outros fatores. 


A desnaturação é um processo, geralmente irreversível, que consiste na quebra das estruturas secundária e terciária de uma proteína.  

     Nota - uma proteína difere de outra: 
     1) Pelo número de aminoácidos: uma proteína A é formada por 610 aminoácidos de determinados tipos e ordenados numa certa seqüência. Uma proteína B é formada pelos mesmos tipos de aminoácidos, na mesma seqüência, mas em número de 611. A proteína B será diferente da A apenas por conter uma unidade a mais.  

     2) Pelo tipo de aminoácidos: uma proteína C apresenta, num certo trecho de sua molécula, aminoácidos corno valina, glicina, leucina, triptofano, treonina, alanina e arginina. Uma proteína D, formada pelo mesmo número de aminoácidos e na mesma seqüência que a proteína C, apresenta nesse trecho os aminoácidos valina, glicina, isoleucina, triptofano, treonina, alanina e arginina. Apenas pelo fato de na proteína C haver leucina no trecho de molécula considerado, as proteínas C o D são diferentes. 

     3) Pela seqüência dos aminoácidos: uma proteína E é formada, em determinado trecho de sua molécula, pelos aminoácidos cisteína, serina, metionina, leucina, histidina e lisina. Uma proteína F é formada pelos mesmos aminciácidos, mas, no tracho em exame, há uma inversão na posição de dois deles; cisteína, metionina, serina, leucina, hístidina e lisina. Por causa disso, as proteínas E e F são diferentes. 

     4) Pelo formato da molécula: as moléculas protéicas assumem determinados formatos é, quando os formatos de duas moléculas são diferentes, elas também o são.  
     Conclui-se, então, que podendo repetir-se à vontade os 20 tipos de aminoácidos e, ainda, combinando-se de várias formas a partir das diferenças que acabamos de examinar, uma célula pode produzir muitas proteínas diferentes. Imagina-se, então, quantas proteínas podem ser produzidas por todos os seres vivos.



FUNÇÕES

.
Funções: as proteínas podem ser agrupadas em várias categorias de acordo com a sua função. De uma maneira geral, as proteínas desempenham nos seres vivos as seguintes funções: estrutural, enzimática, hormonal, de defesa, nutritivo, coagulação sangüínea e transporte.  

     Função estrutural - participam da estrutura dos tecidos.  
Exemplos:  
- Colágeno: proteína de alta resistência, encontrada na pele, nas cartilagens, nos ossos e tendões.  

- Actina o Miosina: proteínas contráteis, abundantes nos músculos, onde participam do mecanismo da contração muscular,  

- Queratina: proteína impermeabilizante encontrada na pele, no cabelo e nas unhas, Evita a dessecação, a que contribui para a adaptação do animal à vida terrestre.  

- Albumina: proteína mais abundante do sangue, relacionada com a regulação osmótica e com a viscosidade do plasma (porção líquida do sangue),  

     Função enzimática - toda enzima é uma proteína. As enzimas são fundamentais como moléculas reguladoras das reações biológicas. Dentre as proteínas com função enzimática podemos citar, como exemplo, as lipases - enzimas que transformam os lipídios em sua unidades constituintes, como os ácidos graxos e glicerol.  

     Função hormonal - muitos hormônios de nosso organismo são de natureza protéica. Resumidamente, podemos caracterizar os hormônios como substãncias elaboradas pelas glândulas endócrinas e que, uma vez lançadas no sangue, vão estimular ou inibir a atividade de certos órgãos. É o caso do insulina, hormônio produzido no pâncreas e que se relaciona com e manutenção da glicemia (taxa de glicose no sangue).  

     Função de defesa - existem células no organismo capazes de "reconhecer" proteínas "estranhas" que são chamadas de antígenos. Na presença dos antígenos o organismo produz proteínas de defesa, denominados anticorpos. 0 anticorpo combina-se, quimicamente, com o antígeno, do maneira a neutralizar seu efeito. A reação antígeno-anticorpo é altamente específica, o que significa que um determinado anticorpo neutraliza apenas o antígeno responsável pela sua formação.  
     Os anticorpos são produzidos por certas células de corpo (como os linfócitos, um dos tipos de glóbulo branco do sangue). São proteínas denominadas gamaglobulinas.  

     Função nutritiva - as proteínas servem como fontes de aminoácidos, incluindo os essenciais requeridos pelo homem e outros animais. Esses aminoácidos podem, ainda, ser oxidados como fonte de energia no mecanismo respira

Conceito: são compostos orgânicos de alto peso molecular, são formadas pelo encadeamento de aminoácidos. Representam cerca do 50 a 80% do peso seco da célula sendo, portanto, o composto orgânico mais abundante de matéria viva. 

     Observações: 
- Pode-se dizer que as proteínas são polímeros de aminoácidos o que em suas moléculas existem ligações peptídicas em número igual no número de aminoácidos presentes menos um.  

- Pode-se dizer, também, que os aminoácidos são monômeros dos peptídeos e das proteínas.  

- Polímeros são macromoléculas formadas pela união de várias moléculas menores denominadas monômeros.  

     Nota - Uma molécula protéica contém desde algumas dezenas até mais de 1.000 aminoácidos. 0 peso molecular vai de 10.000 a 2.800.000. A molécula de hemoglobina, por exemplo, é formada por 574 aminoácidos e tem peso molecular de 68.000. Justifica-se, assim, o fato de as moléculas protéicas estarem incluídas entre as macromoléculas.  

     Classificação: pode-se classificar as proteínas em três grupos:.  

- Proteínas simples - São também denominadas de homoproteínas e são constituídas, exclusivamente por aminoácidos. Em outras palavras, fornecem exclusivamente uma mistura de aminoácidos por hidrólise. Pode-se mencionar como exemplo: 

     As Albuminas  
- São as de menor peso molecular  
- São encontradas nos animais e vegetais.  
- São solúveis na água.  
Exemplos: albumina do plasma sangüíneo e da clara do ovo.  

     As Globulinas  
- Possuem um peso molecular um pouco mais elevado.  
- São encontradas nos animais e vegetais  
- São solúveis em água salgada.  
Exemplos: anticorpos e fibrinogênio.  

     As Escleroproteínas ou proteínas fibrosas 
- Possuem peso molecular muito elevado. 
- São exclusivas dos animais.  
- São insolúveis na maioria dos solventes orgânicos. 
Exemplos: colágeno, elastina e queratina.  

     Proteínas Conjugadas 
- São também denominadas heteroproteínas. As proteínas conjugadas são constituídas por aminoácidos mais outro componente não-protéico, chamado grupo prostético. Dependendo do grupo prostético, tem-se:   

.

 Proteínas conjugadas  Grupo prostético  Exemplo
 Cromoproteínas  pigmento  hemoglobina, hemocianina e citocromos
 Fosfoproteínas  ácido fosfórico  caseína (leite)
 Glicoproteínas  carboidrato  mucina (muco)
 Lipoproteínas  lipídio  encontradas na membrana celular e no vitelo dos ovos
Nucleoproteínas  ácido nucléico  ribonucleoproteínas e desoxirribonucleoproteínas
Proteínas Derivadas 
As proteínas derivadas formam-se a partir de outras por desnaturação ou hidrólise. Pode-se citar como exemplos desse tipo de proteínas as proteoses e as peptonas, formadas durante a digestão.  

     Observação: na ordem crescente de grandeza molecular tem-se: 



Ca
racterísticas:  

     Natureza macromolecular  
- Possuem um tamanho compreendido entre 0,001 a 0,2 mm (mm = micrômetro) de diâmetro formando, na água, uma solução coloidal.  

     Natureza anfótera  
Constituem, pois, o melhor Sistema Tampão do organismo.  

     Estrutura: os níveis de organização Molecular de uma proteína são:  
Primário - representado peIa seqüência de aminoácidos unidos através das ligações peptídicas.  

Secundário - representado por dobras na cadeia (a - hélice), que são estabilizadas por pontes de hidrogênio.  

Terciário - ocorre quando a proteína sofre um maior grau de enrolamento e surgem, então, as pontes de dissulfeto para estabilizar este enrolamento.  

Quaternário - ocorre quando quatro cadeias polipeptídicas se associam através de pontes de hidrogênio, como ocorre na formação da molécula da hemoglobina (tetrâmero).  
     Veja as figuras a seguir, que mostram a representação esquemática dos três níveis de organização molecular de uma proteína: 


Representação esquemática dos níveis de organização molecular de uma proteína



Nov082008

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